A promessa da praticidade digital tem custado caro para muitos brasileiros
Com a popularização dos aplicativos bancários, o que antes exigia uma ida à agência hoje pode ser resolvido em poucos cliques. Transferências, pagamentos, investimentos — tudo ao alcance de um toque. Mas, junto com a praticidade, vieram os riscos.
Golpes financeiros cresceram em ritmo acelerado nos últimos anos. E embora muito se fale em segurança, o que se vê na prática é um número crescente de clientes que, mesmo tomando cuidados básicos, acabam vítimas de fraudes sofisticadas.
E a pergunta que fica é: o banco realmente protege o cliente como deveria?

Quando a tecnologia falha — e o prejuízo é de quem?
Imagine a seguinte situação: você recebe uma ligação de um suposto gerente do banco, com seu nome completo, dados da sua conta e informações que parecem confiáveis. A conversa é rápida, técnica e urgente. Minutos depois, sua conta está zerada.
Ou então, após o roubo do seu celular, você descobre que os criminosos conseguiram acessar seu aplicativo bancário e transferiram tudo o que havia — com direito a empréstimos feitos em seu nome no mesmo dia.
Casos como esses se tornaram comuns, e mesmo com a crescente sofisticação dos golpes, muitos bancos ainda tratam o problema como responsabilidade exclusiva do cliente.
Os bancos estão fazendo o suficiente?
Com a quantidade de dados que os bancos têm sobre seus clientes, é de se esperar que o sistema consiga perceber quando algo foge do padrão.
Transferências elevadas para contas desconhecidas, empréstimos fora do perfil de consumo, acessos feitos de aparelhos diferentes em horários suspeitos — tudo isso poderia gerar alertas automáticos. Mas, muitas vezes, não gera.
A promessa de “inteligência bancária” falha justamente na hora em que deveria proteger — e quem perde é o consumidor.
Um problema que afeta todas as faixas etárias
Embora idosos sejam as vítimas mais recorrentes — por sua maior vulnerabilidade emocional e menor familiaridade com o digital — os golpes bancários hoje atingem todas as idades.
Profissionais, estudantes, pequenos empreendedores: basta um clique em um link falso ou uma conversa convincente para que prejuízos de milhares de reais aconteçam em minutos.
Em muitos casos, os golpistas já possuem dados pessoais da vítima, o que torna tudo ainda mais convincente.
O preço da confiança: quem paga quando tudo falha?
Quando o sistema de segurança do banco falha, é o cliente quem paga. Não apenas financeiramente, mas também com o trauma de se sentir enganado, impotente e, muitas vezes, culpado por algo que claramente envolveu falha institucional.
E embora os bancos resistam a assumir sua parcela de responsabilidade, cada vez mais vítimas têm buscado orientação especializada para reverter a situação — seja por meio da via extrajudicial ou acionando a Justiça.
O que fazer se você foi vítima de um golpe?
Mesmo fora da esfera jurídica, algumas atitudes são indispensáveis:
-
Registrar um boletim de ocorrência imediatamente
-
Avisar seu banco por todos os canais possíveis
-
Anotar protocolos, valores e horários das movimentações
-
Avisar o banco que recebeu o valor, se souber
-
Ficar atento aos prazos: em casos de Pix, há possibilidade de tentativa de devolução em até 80 dias
E se o banco se recusar a devolver o valor ou transferir a responsabilidade para o cliente, é recomendável buscar apoio jurídico especializado.
Para onde recorrer?
Nos últimos anos, uma série de escritórios passou a atuar exclusivamente com casos de golpes bancários e fraudes financeiras.
Entre eles, se destaca o trabalho da advogada Elisangela B. Taborda, que tem se dedicado à defesa de consumidores lesados por fraudes envolvendo Pix, cartão de crédito, empréstimos fraudulentos, golpes com celular roubado e falsas centrais bancárias.
O escritório tem sede em São Paulo, mas atende clientes de todo o Brasil — com foco em recuperação de valores, responsabilização de bancos e suporte completo às vítimas, inclusive idosos que foram manipulados por estelionatários.
Em tempos de golpe digital, o consumidor não pode andar sozinho. E quando a tecnologia falha, a resposta precisa ser humana — e estratégica.








